
Quando se fala em saving na gestão de contratos, a maioria das empresas pensa logo em preços negociados, descontos robustos e resultados de curto prazo. No entanto, esse sentimento de segurança é muitas vezes ilusório. O jogo real começa depois da assinatura, e é nesse pós-contrato que muitos vazamentos, muitas vezes invisíveis, corroem o valor construído no momento da negociação.
O preço é só a ponta do iceberg. O risco está no que fica submerso.
Cada vez mais, pesquisas reforçam a importância de direcionar atenção para a governança ao longo de todo o ciclo de vida do contrato. Dados destacados em estudo divulgado pela Carta Capital apontam que 85% das empresas de alto desempenho reconhecem a gestão de acordos como uma das principais responsáveis pelo sucesso estratégico e financeiro.
É comum ouvir relatos de gestores de compras sobre contratos “bem fechados”, baseados em negociações agressivas. Entretanto, o que realmente ocorre depois raramente aparece nos relatórios: custos ocultos, atrasos, re-trabalho e riscos jurídicos crescem silenciosamente. Quando tais problemas são percebidos, o saving já evaporou e o orçamento estourou.
Um relatório publicado na Revista Gestão Universitária na América Latina (GUAL) mostra que falhas recorrentes após a assinatura do contrato prejudicam objetivos financeiros e operacionais, muitas vezes por falta de clareza sobre os limites do escopo, SLAs pouco específicos ou gestão ativa deficiente.
Essa realidade se repete em muitos setores. Enquanto o foco está no desconto, o contrato perde valor e riscos crescem silenciosamente.
A seguir estão as armadilhas mais comuns em contratos que podem estar acabando com o saving na sua empresa.
A tentação de fechar contratos pelo menor preço quase sempre resulta em surpresas. Após a assinatura, entram em cena fatores como mudanças não documentadas, falhas de comunicação, escopo incompleto e necessidade de retrabalho. O que parecia um excelente saving torna-se, ao longo dos meses, um prejuízo disfarçado.
Quando não há uma gestão ativa dos contratos, o desconto conquistado é rapidamente engolido por custos não previstos.
Uma das maiores fontes de desperdício são contratos com termos abertos, mal definidos ou sem limites claros de responsabilidade. Isso abre espaço para aditivos frequentes, o que obriga a renegociar em praticamente toda mudança ou ajuste necessário. A pesquisa da FGV EAESP mostra que renegociações bem estruturadas podem reduzir conflitos e evitar prejuízos, mas quando são constantes e não sustentáveis, apenas demonstram que o contrato foi mal elaborado desde o início.
Cada novo aditivo pode ser o verdadeiro responsável pelo estouro de custos, minando o valor do contrato.
Um contrato sem indicadores claros é muito mais do que uma falha de documentação – é um risco real para todo o negócio. SLAs (Service Level Agreements) mal definidos ou inexistentes dificultam qualquer tipo de cobrança, dificultando a responsabilização e o controle de resultado.
Sem SLAs claros, o negócio navega sem bússola.
Esse cenário deixa a empresa vulnerável a riscos invisíveis, que só são percebidos quando já provocaram danos. Como já mostrou a pesquisa publicada pela Carta Capital, a adoção de métricas e acompanhamento sistemático eleva o controle e a previsibilidade dos resultados empresariais.
Só preço protege o saving? O segredo está no ciclo de vida do contratoBoa parte dos prejuízos vem da ausência de gestão ao longo de todo o ciclo de vida do contrato: após assinado, ele só volta a ser olhado quando algo falha ou já se tornou um problema. A gestão é muito mais do que simples burocracia – ela conecta decisão, risco e resultado financeiro.
Para proteger reais ganhos, é importante ter em mente três conceitos fundamentais:
Essa visão é complementada na análise sobre contratos como ferramenta estratégica, mostrando que a vigilância permanente é o que diferencia empresas resilientes daquelas que convivem com vazamentos ano após ano.
Um dos maiores perigos é acreditar que economizar na compra basta. Enquanto a área de compras celebra descontos, os custos reais continuam a crescer, seja por falhas pequenas ou grandes prejuízos ocultos:
Ao revisar os números no final do ano, ninguém percebe exatamente onde o saving desapareceu. Mas ele foi sendo drenado, pouco a pouco. Desenvolver uma boa prática de gestão de compras articulada com gestão de contratos é o caminho mais seguro para evitar essas distorções.
Governança prática: decisão, risco e resultado juntosGerir contratos com governança não envolve apenas cumprimento de processos, mas o casamento entre tomada de decisão, controle de riscos e geração de resultado financeiro. Trata-se de monitorar, revisar, dialogar, corrigir desvios a tempo e ajustar rotas sempre que necessário.
Essas práticas podem ser conectadas com as melhores iniciativas ESG, abordadas em artigos sobre ESG e gestão de contratos, reforçando o quanto contratos bem cuidados trazem não só economia, mas reputação, conformidade e segurança.
Se a intenção deste ano é ter mais controle, previsibilidade financeira e menos riscos, a primeira tarefa é parar os vazamentos de valor já identificados nos contratos. Pergunte-se agora: qual dessas armadilhas mais ameaça seu dia a dia – saving ilusório, escopo frouxo ou falta de parâmetros?
Compartilhe suas experiências, dúvidas ou sugestões. Sua empresa já viveu um desses vazamentos? O que foi feito (ou não) para parar a perda de valor? Deixe seu comentário e participe de uma discussão prática para construção de um ciclo de contratos mais saudável e transparente no ano que vem.
Para se aprofundar em automação aplicada à gestão e evitar falhas humanas recorrentes, sugerimos uma leitura sobre automatização de processos e seus impactos na redução de custos e retrabalho.
Se o tema faz sentido para o seu negócio, converse com um especialista Fourtrust e descubra como integrar governança, automação e SAP para transformar contratos em ativos estratégicos e blindar o saving conquistado.
Saving é o valor economizado em um contrato, geralmente calculado com base na diferença entre o preço originalmente proposto e o preço negociado no fechamento. No entanto, ele só tem valor real se for preservado durante toda a execução. Custos ocultos, aditivos e retrabalho podem consumir essa economia rapidamente.
Para evitar armadilhas, é necessário adotar gestão ativa: definir claramente escopo, SLAs e responsabilidades, monitorar frequentemente, negociar aditivos apenas quando imprescindível e garantir acompanhamento do ciclo de vida. Ferramentas integradas, como as implementadas pela Fourtrust, ajudam a automatizar controles e reduzir falhas humanas.
Entre os erros mais recorrentes que corroem o saving estão: escopo mal definido, ausência de parâmetros claros de performance (SLAs), aditivos constantes e falta de gestão contínua após a assinatura do contrato.
A melhoria do saving ocorre por meio de gestão baseada em valor: negociar bem, sim, mas também implementar governança, acompanhar entregas, controlar riscos, e automatizar processos para evitar retrabalhos e custos inesperados.
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