Gestão de contratos: 3 armadilhas que acabam com seu saving

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Gestores analisando contrato com gráficos de risco e economia

Quando se fala em saving na gestão de contratos, a maioria das empresas pensa logo em preços negociados, descontos robustos e resultados de curto prazo. No entanto, esse sentimento de segurança é muitas vezes ilusório. O jogo real começa depois da assinatura, e é nesse pós-contrato que muitos vazamentos, muitas vezes invisíveis, corroem o valor construído no momento da negociação.

O preço é só a ponta do iceberg. O risco está no que fica submerso.

Cada vez mais, pesquisas reforçam a importância de direcionar atenção para a governança ao longo de todo o ciclo de vida do contrato. Dados destacados em estudo divulgado pela Carta Capital apontam que 85% das empresas de alto desempenho reconhecem a gestão de acordos como uma das principais responsáveis pelo sucesso estratégico e financeiro.

Por que só negociar preço não protege o valor do contrato?

É comum ouvir relatos de gestores de compras sobre contratos “bem fechados”, baseados em negociações agressivas. Entretanto, o que realmente ocorre depois raramente aparece nos relatórios: custos ocultos, atrasos, re-trabalho e riscos jurídicos crescem silenciosamente. Quando tais problemas são percebidos, o saving já evaporou e o orçamento estourou.

Um relatório publicado na Revista Gestão Universitária na América Latina (GUAL) mostra que falhas recorrentes após a assinatura do contrato prejudicam objetivos financeiros e operacionais, muitas vezes por falta de clareza sobre os limites do escopo, SLAs pouco específicos ou gestão ativa deficiente.

Essa realidade se repete em muitos setores. Enquanto o foco está no desconto, o contrato perde valor e riscos crescem silenciosamente.

As 3 principais armadilhas que acabam com seu saving

A seguir estão as armadilhas mais comuns em contratos que podem estar acabando com o saving na sua empresa.

1. Saving ilusório: o preço some na execução

A tentação de fechar contratos pelo menor preço quase sempre resulta em surpresas. Após a assinatura, entram em cena fatores como mudanças não documentadas, falhas de comunicação, escopo incompleto e necessidade de retrabalho. O que parecia um excelente saving torna-se, ao longo dos meses, um prejuízo disfarçado.

  • Custos extras decorrentes de correções, re-entregas ou adicional de horas
  • Adiamento de entregas-chave, afetando outras áreas e KPIs
  • Cobranças acima do previsto para mudanças pequenas, mas frequentes

Quando não há uma gestão ativa dos contratos, o desconto conquistado é rapidamente engolido por custos não previstos.

2. Escopo frouxo e aditivos constantes: contratos viram renegociação sem fim

Uma das maiores fontes de desperdício são contratos com termos abertos, mal definidos ou sem limites claros de responsabilidade. Isso abre espaço para aditivos frequentes, o que obriga a renegociar em praticamente toda mudança ou ajuste necessário. A pesquisa da FGV EAESP mostra que renegociações bem estruturadas podem reduzir conflitos e evitar prejuízos, mas quando são constantes e não sustentáveis, apenas demonstram que o contrato foi mal elaborado desde o início.

  • Falta de clareza sobre limites e responsabilidades das partes
  • Ambiguidade em relação ao que está ou não incluso
  • Série de aditivos que nunca termina, cada um corroendo um pouco do saving “original”

Cada novo aditivo pode ser o verdadeiro responsável pelo estouro de custos, minando o valor do contrato.

3. Falha em SLAs e métricas: sem parâmetros, não se controla performance

Um contrato sem indicadores claros é muito mais do que uma falha de documentação – é um risco real para todo o negócio. SLAs (Service Level Agreements) mal definidos ou inexistentes dificultam qualquer tipo de cobrança, dificultando a responsabilização e o controle de resultado.

  • Impossibilidade de identificar onde e por que há falhas na execução
  • Falta de parâmetros para medir entrega e qualidade
  • Ausência de consequências contratuais em caso de não cumprimento dos acordos

Sem SLAs claros, o negócio navega sem bússola.

Esse cenário deixa a empresa vulnerável a riscos invisíveis, que só são percebidos quando já provocaram danos. Como já mostrou a pesquisa publicada pela Carta Capital, a adoção de métricas e acompanhamento sistemático eleva o controle e a previsibilidade dos resultados empresariais.

Profissional analisando indicadores e métricas de contratos em tela de computador Só preço protege o saving? O segredo está no ciclo de vida do contrato

Boa parte dos prejuízos vem da ausência de gestão ao longo de todo o ciclo de vida do contrato: após assinado, ele só volta a ser olhado quando algo falha ou já se tornou um problema. A gestão é muito mais do que simples burocracia – ela conecta decisão, risco e resultado financeiro.

Para proteger reais ganhos, é importante ter em mente três conceitos fundamentais:

  • Saving: protege o preço negociado na origem
  • Gestão: protege o valor ao longo da vigência e execução
  • TCO (Total Cost of Ownership): protege o custo total associado a uma aquisição de bem ou serviço

Essa visão é complementada na análise sobre contratos como ferramenta estratégica, mostrando que a vigilância permanente é o que diferencia empresas resilientes daquelas que convivem com vazamentos ano após ano.

O valor some na contabilidade: onde está o furo?

Um dos maiores perigos é acreditar que economizar na compra basta. Enquanto a área de compras celebra descontos, os custos reais continuam a crescer, seja por falhas pequenas ou grandes prejuízos ocultos:

  • Excessivo retrabalho técnico gerando horas extras não previstas
  • Atendimentos de emergência não cobertos pelo contrato, mas necessários
  • Paralisação de etapas por falta de definição de responsabilidade
  • Necessidade de recontratar serviços para corrigir erros anteriores

Ao revisar os números no final do ano, ninguém percebe exatamente onde o saving desapareceu. Mas ele foi sendo drenado, pouco a pouco. Desenvolver uma boa prática de gestão de compras articulada com gestão de contratos é o caminho mais seguro para evitar essas distorções.

Employee working very concentratedGovernança prática: decisão, risco e resultado juntos

Gerir contratos com governança não envolve apenas cumprimento de processos, mas o casamento entre tomada de decisão, controle de riscos e geração de resultado financeiro. Trata-se de monitorar, revisar, dialogar, corrigir desvios a tempo e ajustar rotas sempre que necessário.

Essas práticas podem ser conectadas com as melhores iniciativas ESG, abordadas em artigos sobre ESG e gestão de contratos, reforçando o quanto contratos bem cuidados trazem não só economia, mas reputação, conformidade e segurança.

Onde sua empresa está hoje?

Se a intenção deste ano é ter mais controle, previsibilidade financeira e menos riscos, a primeira tarefa é parar os vazamentos de valor já identificados nos contratos. Pergunte-se agora: qual dessas armadilhas mais ameaça seu dia a dia – saving ilusório, escopo frouxo ou falta de parâmetros?

Compartilhe suas experiências, dúvidas ou sugestões. Sua empresa já viveu um desses vazamentos? O que foi feito (ou não) para parar a perda de valor? Deixe seu comentário e participe de uma discussão prática para construção de um ciclo de contratos mais saudável e transparente no ano que vem.

Para se aprofundar em automação aplicada à gestão e evitar falhas humanas recorrentes, sugerimos uma leitura sobre automatização de processos e seus impactos na redução de custos e retrabalho.

Se o tema faz sentido para o seu negócio, converse com um especialista Fourtrust e descubra como integrar governança, automação e SAP para transformar contratos em ativos estratégicos e blindar o saving conquistado.

Perguntas frequentes sobre saving e gestão de contratos

O que é saving na gestão de contratos?

Saving é o valor economizado em um contrato, geralmente calculado com base na diferença entre o preço originalmente proposto e o preço negociado no fechamento. No entanto, ele só tem valor real se for preservado durante toda a execução. Custos ocultos, aditivos e retrabalho podem consumir essa economia rapidamente.

Como evitar armadilhas em contratos?

Para evitar armadilhas, é necessário adotar gestão ativa: definir claramente escopo, SLAs e responsabilidades, monitorar frequentemente, negociar aditivos apenas quando imprescindível e garantir acompanhamento do ciclo de vida. Ferramentas integradas, como as implementadas pela Fourtrust, ajudam a automatizar controles e reduzir falhas humanas.

Quais erros mais afetam o saving?

Entre os erros mais recorrentes que corroem o saving estão: escopo mal definido, ausência de parâmetros claros de performance (SLAs), aditivos constantes e falta de gestão contínua após a assinatura do contrato.

Como melhorar o saving nos contratos?

A melhoria do saving ocorre por meio de gestão baseada em valor: negociar bem, sim, mas também implementar governança, acompanhar entregas, controlar riscos, e automatizar processos para evitar retrabalhos e custos inesperados.

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Apresentamos o caso da Samarco Mineração, uma joint venture da Vale e da BHP Brasil, que passou por um processo de Transformação Digital para otimizar suas operações. Por meio da digitalização completa do processo de medição mensal de serviços, utilizando o SAP e a automatização de tarefas, a Samarco obteve ganhos significativos em produtividade e eficiência, além de uma economia estimada em mais de R$ 2 milhões por ano. Descubra como a Transformação Digital impulsionou a Samarco rumo à excelência operacional e por que essa abordagem pode ser interessante para outras empresas do setor.

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