
A maioria das empresas responde não. E esse “não” está custando muito mais do que parece.
Nos últimos anos, em nosso trabalho com gestão de contratos de serviços, uma cena tem se repetido em praticamente toda grande empresa do Brasil: alguém da área financeira descobre, meses depois, que um fornecedor vinha cobrando incorretamente. Então começa uma corrida contra o relógio, com buscas em e-mails antigos, planilhas e aprovações que ninguém se lembra de ter concedido.
O processo de medição de serviços ainda é 100% manual em boa parte das empresas brasileiras. E isso tem um preço.
Quando um fornecedor entrega um serviço, ele emite o Boletim de Medição (BM). A partir daí, começa uma corrida silenciosa: conferência pelo contratante, aprovação interna, geração da Folha de Remessa de Serviço (FRS), emissão da nota fiscal, lançamento no ERP e pagamento.
Em operações manuais, esse ciclo leva, em média, de 15 a 25 dias. Entre nossos clientes que utilizam o módulo de medição de serviços do B4YOU, o benchmark é de 6 dias.
Parece detalhe. Não é.
O Hackett Group, referência global em benchmarking de processos financeiros, aponta que empresas com processos manuais de contas a pagar gastam, em média, US$ 11,83 por documento processado. Nas empresas de melhor desempenho, esse custo cai para US$ 1,77, quase sete vezes menos, com um ciclo quatro vezes mais rápido.
O APQC complementa o cenário: em processos manuais, quase um em cada quatro documentos gera retrabalho, erro de lançamento, dado inconsistente ou aprovação ausente. Nas operações de melhor desempenho, essa taxa cai para 5%.
A PwC, em seu estudo global sobre capital de giro, estima que empresas com ciclos de pagamento descontrolados pagam entre 1% e 3% do gasto anual em serviços na forma de penalidades, juros e correções contratuais.
Temos casos reais de clientes que pagavam pelo menos esses 3% e deixaram de pagar após reorganizar o processo.
Para uma empresa com R$ 500 milhões por ano em contratos de serviços, isso representa de R$ 5 milhões a R$ 15 milhões em risco todos os anos, silenciosamente.
No Brasil, a complexidade é tripla: fiscal, contratual e operacional.
Do lado fiscal, a Receita Federal pode auditar operações de serviços retroativamente por até cinco anos. Sem rastreabilidade ponta a ponta, do BM à nota fiscal e da nota fiscal ao pagamento, qualquer auditoria exige uma reconstrução manual de evidências. E isso tem custo.
Do lado contratual, os contratos de serviços costumam definir prazos para conferência do BM, devolução da FRS e autorização de pagamento. Se o contratante não cumpre esses prazos, o fornecedor pode cobrar as penalidades previstas. Se o fornecedor descumpre suas obrigações, o contratante também pode exercer seus direitos, mas muitas vezes não o faz porque não tem visibilidade.
Do lado operacional, o volume cresce e a equipe não acompanha. O que funcionava com 100 contratos começa a travar com 250.
Na prática, três situações concentram a maior parte das penalidades relacionadas à medição de serviços:
Quando pergunto aos gestores de contratos se eles sabem quantos contratos estão com boletins de medição vencidos e aguardando conferência naquele momento, a resposta quase sempre é não.
Esse “não” é o ponto central da dor. Não porque as pessoas deixem de fazer o trabalho, mas porque o processo não foi desenhado para oferecer essa visibilidade.
Sem visibilidade, não há controle. Sem controle, não há compliance. E, sem compliance, o risco se acumula silenciosamente até aparecer em uma auditoria ou em um e-mail do jurídico do fornecedor.
Reduzir o ciclo de medição não representa apenas ganho operacional. Essa mudança desbloqueia diferentes vetores de valor ao mesmo tempo:
Uma operação que atendemos passou de 800 para 2.000 medições por mês sem contratar uma pessoa a mais. O resultado veio da automação do processo realizada em seis meses.
A discussão sobre medição de serviços no Brasil ainda se concentra muito em perguntas como “precisamos de um sistema?” ou “quanto custa implementar?”. Essa perspectiva precisa mudar.
A pergunta certa é: quanto está custando não ter controle?
Para a maioria das empresas que já fez essa conta, a resposta foi surpreendente.
Sua empresa tem visibilidade do ciclo de medição hoje? Converse com a Fourtrust para entender como reduzir atrasos, retrabalho e riscos com um processo mais controlado e rastreável.
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