O que auditorias costumam encontrar em contratos de serviços (e por que isso quase nunca aparece antes)

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Equipe analisando contrato de serviços com gráficos de auditoria em tela grande

Sempre que uma nova auditoria em contratos de serviços é iniciada, um padrão tende a se repetir. Relatórios extensos, pilhas de documentos e, quase sempre, os mesmos tipos de falhas — muitas delas descobertas apenas quando já não há mais tempo para correção simples.

Por que isso acontece? O que faz com que problemas relevantes permaneçam invisíveis durante tanto tempo?

Na Fourtrust, a atuação junto aos clientes vai além da entrega de soluções tecnológicas. A empresa também trabalha de forma consultiva na estruturação e no aprimoramento da gestão de contratos, apoiando organizações na revisão de processos, governança e controles ao longo de todo o ciclo contratual.

É a partir dessa combinação de visão prática, experiência em auditorias e atuação consultiva aliada à tecnologia que a Fourtrust consegue identificar, ainda durante a execução dos contratos, os mesmos pontos que normalmente só aparecem nos relatórios finais de auditoria. Ao trazer visibilidade, método e controle para o dia a dia da gestão contratual, torna-se possível reduzir riscos, evitar retrabalho e transformar a auditoria de um momento de tensão em uma etapa previsível e controlada.

O que aparece em auditorias (e surpreende os gestores)

Na maioria das auditorias, os achados envolvem desde falhas aparentemente simples até erros graves de gestão. Ao analisar grandes volumes de contratos e automatizar processos dentro do SAP, observamos um padrão recorrente. Os apontamentos normalmente se concentram em três frentes: questões contratuais, falhas administrativas e problemas técnicos.

Entre os exemplos mais frequentes, destacam-se:

  • Ausência de cláusulas importantes, como penalidades, definição clara de entregáveis ou critérios de aceitação dos serviços;
  • Problemas em fiscalizar tecnicamente o contrato: falta de controles ou de documentação adequada;
  • Dificuldade para acompanhar a execução dos serviços devido à ausência de rastreabilidade;
  • Irregularidades como prestação de serviços diferentes do contratado ou execução parcial do que foi acordado;
  • Pagamentos realizados por itens não entregues, ou medições de serviço inadequadas;
  • Conflitos de interesse não declarados, como contratos fechados com parentes de gestores;
  • Assimetria de informação, principalmente sobre preços praticados no mercado;
  • Ausência de um histórico ou memória de cálculo sobre volumes contratados e quantidade efetivamente entregue.

Transparência não é detalhe: é obrigação.

Essas situações já foram apontadas em relatórios como o levantamento consolidado do TCU sobre obras públicas, que indicou desde omissão de gestores até falta de fiscalização técnica, além do acúmulo de contratos sobre poucos fiscais, situação detalhada no estudo da Revista da CGU com contratos de hospitais universitários federais. Em tecnologia da informação, outras análises de estimativas de preços na área de TI evidenciaram prejuízos por ausência de pesquisa de preços, desperdício esse que chegou a quase R$ 300 milhões em apenas uma série de editais federais.

Por que os problemas não aparecem antes?

A experiência prática mostra que os motivos são mais simples do que parecem. Falta padronização de processos, acompanhamento contínuo e ferramentas adequadas. A rotina operacional frequentemente se sobrepõe às boas práticas, mantendo organizações em uma zona de conforto perigosa.

  • Entre os fatores mais comuns, estão:Uso de “modelos prontos” de contrato que não refletem a realidade do serviço contratado;
  • Alta rotatividade nas equipes responsáveis pelo acompanhamento ou fiscalização;
  • Perda ou fragmentação da documentação, seja por excesso de papel, má organização ou ausência de sistemas integrados;
  • Times sobrecarregados, que acabam monitorando apenas o mínimo necessário.

Não raro, somente a exigência de prestação de contas ou uma investigação externa leva à luz tantas situações antes tidas como “simples detalhes”. O TCU já apontou a ausência de rastreabilidade e memória de cálculo até em contratos robustos, como os de TI do Ministério da Saúde com valores anuais superiores a R$ 60 milhões.

Como as falhas impactam a empresa no dia a dia

  • Mesmo quando parecem pequenas, essas falhas geram impactos em cadeia:Pagamentos por serviços não realizados ou entregues com qualidade inferior;
  • Dificuldade ou impossibilidade de aplicar sanções contratuais por falta de base jurídica clara;
  • Custos adicionais com retrabalho, prorrogações e aditivos emergenciais;
  • Perda de credibilidade junto a órgãos reguladores, parceiros, clientes e até ao próprio time interno.

Esse cenário já foi detalhado na importância da gestão de contratos como ferramenta estratégica e também na adoção de práticas ESG para evitar riscos reputacionais.

Auditor analisando pilha de contratos em mesa com relatórios técnicos No fundo, adiar decisões ou controles só faz o problema crescer. Contratos mal geridos impactam diretamente o caixa e a reputação da organização.

O papel da automação e integração no controle dos contratos

A automação da gestão de contratos e a integração de sistemas são fatores decisivos para reduzir erros, inconsistências e riscos de fraude. A Fourtrust atua em projetos de alta complexidade, nos quais o controle contratual depende de múltiplos sistemas, áreas internas e centenas de prestadores de serviço.

Após a identificação de falhas nas medições, por exemplo, a adoção de uma solução nativa SAP transforma completamente o cenário. Um processo antes fragmentado passa a oferecer clareza imediata sobre o que está sendo entregue, medido e pago.

Entre os principais benefícios da automação, destacam-se:

  • Autonomia para o fornecedor realizar sua própria medição no SAP
  • Redução significativa de retrabalho;
  • Relatórios confiáveis e em tempo real;
  • Rastreabilidade completa de entregas e pagamentos;
  • Monitoramento preventivo, com identificação de desvios antes que se tornem crises.

Quanto mais automatizado o processo, menor a surpresa na auditoria.

O que as auditorias ensinam: pequenos detalhes fazem toda a diferença

As auditorias deixam uma lição clara: os maiores problemas quase sempre nascem de detalhes negligenciados. Uma cláusula mal redigida, um ajuste não registrado no sistema, um e-mail sem validação formal, uma evidência que foi esquecida. Esses “pequenos esquecimentos” são, na prática, a base de muitos apontamentos críticos.

Por isso, as empresas precisam ir além da dependência da memória dos gestores e envolver seus profissionais em processos estruturados, apoiados por tecnologia. Isso impacta diretamente a prevenção de riscos, a eficiência operacional e os resultados financeiros no médio e longo prazo.

A Fourtrust atua para que seus clientes não apenas cumpram obrigações contratuais, mas também se beneficiem de processos mais claros, ágeis e seguros. Buscar apoio consultivo e tecnológico antes que um novo relatório de auditoria chegue é uma decisão estratégica.

Conclusão

Muitos problemas só aparecem em auditorias porque faltam visibilidade, automação e integração ao longo da execução contratual. Quando informações e controles são organizados desde o início, grande parte desses erros simplesmente deixa de existir.

Com parceiros experientes, tecnologia adequada e integração de sistemas, é possível fortalecer a gestão de contratos, reduzir riscos e evitar prejuízos. Se a sua empresa busca transformar a forma como gerencia contratos de serviços, a Fourtrust está pronta para apoiar com experiência e metodologia.

Perguntas frequentes

O que uma auditoria costuma encontrar?

Auditorias normalmente identificam ausência de cláusulas contratuais relevantes, falhas no acompanhamento da execução dos serviços, pagamentos indevidos, rastreabilidade deficiente, conflitos de interesse e irregularidades na seleção de fornecedores. Estudos do TCU e da CGU demonstram que os achados mais comuns envolvem a documentação precária, déficit de fiscalização e informações desatualizadas sobre preços e entregas, além de acordos contratuais pouco claros.

Quais erros são mais comuns em contratos?

Entre os erros mais frequentes, estão: falta de detalhamento sobre entregas, ausência de critérios de avaliação, pagamentos por itens não entregues, controles de fiscalização ineficientes e omissão de penalidades para descumprimentos. Também são comuns contratos feitos a partir de modelos genéricos, sem análise do cenário real de cada empresa ou serviço.

Por que problemas só aparecem na auditoria?

Os problemas geralmente só aparecem durante auditorias porque faltam processos contínuos de acompanhamento e ferramentas tecnológicas que garantam visibilidade em tempo real dos contratos. A sobrecarga da equipe, mudanças frequentes nos times e a tendência de guardar documentos em locais desconexos dificultam a identificação prévia de falhas.

Como evitar falhas em contratos de serviço?

Evitar falhas depende da implementação de rotinas estruturadas, automação de medições e integrações tecnológicas, que centralizem informações e reduzam interpretações subjetivas. Recomendamos treinamento constante dos fiscais, uso de ferramentas integradas e envolvimento ativo das equipes de contrato.

Vale a pena fazer auditoria preventiva?

Sim, auditorias preventivas ajudam a corrigir rotas antes que pequenos erros ganhem proporção e gerem prejuízos financeiros ou reputacionais. Antecipar-se com revisões periódicas e uso de tecnologia reduz riscos, melhora a governança e permite tomadas de decisão mais informadas. No cenário atual, todo gestor deveria considerar essa prática como parte da gestão estratégica.

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Apresentamos o caso da Samarco Mineração, uma joint venture da Vale e da BHP Brasil, que passou por um processo de Transformação Digital para otimizar suas operações. Por meio da digitalização completa do processo de medição mensal de serviços, utilizando o SAP e a automatização de tarefas, a Samarco obteve ganhos significativos em produtividade e eficiência, além de uma economia estimada em mais de R$ 2 milhões por ano. Descubra como a Transformação Digital impulsionou a Samarco rumo à excelência operacional e por que essa abordagem pode ser interessante para outras empresas do setor.

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